8 de setembro de 2013

Diogo Rocha


Patricia Santos


Se eu fosse...

Se eu fosse presidente da APBV organizava uma greve para os BOMBEIROS VOLUNÁRIOS deste país! Faria aquilo que o governo tanto gosta de fazer aquando das greves gerais, garantiria apenas os serviços mínimos, que se "lixe" a floresta, protejam apenas as casas quando o fogo lá chegar, assim estarão a salvo de mortes e de bocas que nada percebem acerca do combate a incêndios! Obriguem o estado a compr...ar aviões e helicópteros de combate a incêndios em vez de submarinos! Obriguem o estado a comprar materiais de protecção pessoal aos BOMBEIROS em vez de gastar dinheiro em bpn's! E acima de tudo obriguem o estado a profissionalizar os BOMBEIROS, chega de trabalhar á borla em prol do estado, os BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS são sem sombra de dúvida a maior força de protecção civil deste país. Assim deixaríamos de assistir a um total desrespeito por parte de quem nos "des"governa, e de cidadãos desinteressados e ingratos! NÃO PERCAM MAIS VIDAS, LUTEM PELA VOSSA!

DAAAASSSSSSSSSEEEE


13 de outubro de 2012

IMPERDÍVEL!

Um texto simplesmente genial de Miguel Sousa Tavares.

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.

Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e
Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê: - É sempre assim, esta auto-estrada? - Assim, como? - Deserta, magnífica, sem trânsito? - É, é sempre assim. - Todos os dias? - Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente. - Mas, se não há trânsito, porque a fizeram? - Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto. - E têm mais auto-estradas destas? - Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me. - E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões? - Porque assim não pagam portagem. - E porque são quase todos espanhóis? - Vêm trazer-nos comida. - Mas vocês não têm agricultura? - Não: a Europa paga-nos para não ter. - E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável. - Mas para os espanhóis é? - Pelos vistos... - Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga: - Mas porque não investem antes no comboio? - Investimos, mas não resultou. - Não resultou, como? - Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou. - Mas porquê? - Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. - Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. - Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos. - E gastaram nisso uma fortuna? - Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos... - Estás a brincar comigo! - Não, estou a falar a sério! - E o que fizeram a esses incompetentes? - Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa.. . e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro. - Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo? - Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km. - Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não. - Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto? - Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações. - Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa? - Isso mesmo. - E como entra em Lisboa? - Por uma nova ponte que vão fazer. - Uma ponte
ferroviária? - E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa. - Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros! - Pois é. - E, então? - Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. - Ela ficou pensativa outra vez. - Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la. - E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? - Se a auto-estrada está deserta... - Não, não vai ter. - Não vai? Então, vai ser uma ruína! - Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! - A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar. - E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras? - Naaaão! Quem paga são os contribuintes! -Aqui a regra é essa! - E vocês não despedem o Governo? - Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo... - Que país o vosso! - Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro? - Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade. - O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia? - A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV. - Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter? - É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade. Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás: - E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê? - O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa. - Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo? - É isso mesmo. Dizem que este está saturado. - Não me pareceu nada... - Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. - O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP. - Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? -Não têm nenhum disponível? - Temos vários. - Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido. - E tu acreditas nisso? - Eu acredito em tudo e não acredito em nada. - Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo? - Um lago enorme! Extraordinário! - Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa. - Ena! Deve produzir energia para meio país! - Praticamente zero. - A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber! - A água não é potável: já vem contaminada de Espanha. - Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso? - Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais. - Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada? - Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor. Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente: - Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos? - Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez. - Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. - E suspirou: - Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! - Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!...

So em Portugal !!!....

19 de setembro de 2012

Vão-se foder.

Não sei quem é o autor.

"Este é um texto longo, pouco facebook friendly, mas à falta de melhor sítio para expressar o que me vai na alma, aqui fica:
Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso.
Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há
11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que
nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.
Desde que este pequeno, mas maravilho país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com
regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me as chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho hé 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsído”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas.
Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder."

25 de junho de 2010

Hélder Rodrigues no Sporting da Covilhã

Estão dissipadas as dúvidas quanto ao futuro de Hélder Rodrigues. O promissor jogador, grande revelação da temporada no futebol do distrito, com a camisola do Penalva do Castelo, assinou pelo Sporting da Covilhã. O jogador formado no Canas de Senhorim, assinou um contrato profissional por três temporadas, concretizando um sonho que assumia desde miúdo: ser jogador profissional de futebol. Apesar do Académico de Viseu garantir ter em sua posse uma ficha de inscrição assinada pelo jogador, que nunca o negou, mas que também sempre garantiu nunca ter anexado os necessários documentos de identificação para que o processo pudesse seguir para a Federação Portuguesa de Futebol, acaba assim por prevalecer a vontade do atleta em jogar numa divisão superior.
Depois de assegurar João Pinto, antiga glória do FC Porto, como treinador para as próximas duas épocas, o Sp. Covilhã tem já assegurados 17 jogadores, mais quatro jovens que vão iniciar os trabalhos de pré-época.
Três são emprestados pelos portistas: o lateral-direito Ivo Pinto e os centrais Abdulaye Ba e Steven Vitória, que já estava no clube serrano na época passada. Os médios Vasco Varão (V. Setúbal) e Fofana (Santa Clara), o extremo Hélder Rodrigues (Penalva do Castelo), e o avançado Rincón (Santa Clara) são reforços já garantidos.
Da época passada continuam no Sporting da Covilhã os guarda-redes Igor Araújo e Luís Miguel, bem como os laterias Zezinho e Diego Navarro, os médios Dani, Mílton e Paulo Vaz, e o avançado Pedro Ribeiro .
A pré-época tem início a 5 de Julho.

In " Viseuflash,  24 Junho de 2010"

11 de junho de 2010

Morgado...Bom Ano!

Perdeu-se um marco da nossa cultura local. Uma excelente pessoa, adorado por todos. Muitos e bons amigos aquele homem fez por conta da sua boa e cativante personalidade. Paz a sua alma...


9 de junho de 2010

O Craque

Tondela na corrida por Hélder Rodrigues



Fez 33 jogos ao serviço do Penalva do Castelo na 3.ª Divisão Nacional e marcou 10 golos, sendo peça fundamental na excelente campanha do clube orientado por Carlos Agostinho na última época, após se ter transferido do Canas de Senhorim, onde já dava nas vistas.

Hoje, é um dos jogadores de quem mais se fala, não só pelo inegável potencial, a fazer lembrar, por exemplo, a incursão de João Aurélio no Nacional da Madeira depois de, também ele, ter brilhado em Penalva, mas também pela polémica em torno do seu futuro próximo. Hélder estará, contratualmente, ligado ao Académico de Viseu para a próxima temporada, mas o próprio jogador afirma que tem, neste momento, a expectativa de ingressar num clube de escalão superior, alegando um acordo feito com o presidente do clube.

Em declarações ao Diário de Viseu, o jogador explicou os detalhes do 'contrato' com a Direcção academista feito em Março, ainda com a época a decorrer.

"É verdade que fiz um acordo com o Académico nessa altura. Aliás, o clube tem a minha ficha de jogador assinada mas havia a condição de que, quer o Académico se mantivesse ou não, eu poderia sair para um clube de escalão superior. Neste momento, tenho algumas propostas de clubes de escalão acima da 3.ª Nacional, onde está o Académico, e se o senhor Albino (presidente do Ac. Viseu) for um homem de palavra eu irei para outro clube. Aliás, o presidente deu-me a palavra dele que se aparecesse um clube de outra divisão não me fecharia a porta", adianta.

Hélder revela que já falou com o presidente do Académico de Viseu acerca das propostas que recebeu.

"Sim, já falei com o presidente a explicar-lhe que há o interesse de alguns clubes e espero que haja compreensão e os dirigentes do Académico cumpram a sua palavra".

Um desses clubes, porém, é o Desportivo de Tondela. O próprio presidente do clube tondelense, Gilberto Coimbra, confirmou-nos o interesse "num jovem com potencial" mas adiantou que espera que Hélder Rodrigues seja "um jogador livre e resolva a sua situação" pois confessa não querer "negociar com o Académico".

O forte interesse do Tondela, ainda assim, não terá agradado à Direcção de António Albino que não quer perder uma mais-valia para o rival (seria a terceira, depois das saídas de Fernando Ferreira e Tomé).

Entretanto, o Diário de Viseu sabe que Sporting da Covilhã e Tourizense estão atentos ao jogador e que os 'serranos' já terão mesmo abordado o Canas de Senhorim para negociarem o valor dos direitos de formação do atleta. De Inglaterra também há interesse em Hélder Rodrigues, sendo que um clube de escalão secundário, não identificado, estuda a hipótese de contratar o avançado. Aliás, foi o próprio jogador a confirmar esta possibilidade de ir para o estrangeiro.
"Não vou facilitar a saída do Hélder Rodrigues"

O presidente do Académico não está nada satisfeito com o assédio a Hélder Rodrigues e lançou, em declarações ao nosso Jornal, um aviso aos clubes interessados no jovem de 21 anos.

"Não vou facilitar a saída dele porque sei que há segundas intenções por trás do interesse no Hélder. Toda a forma como se está a gerir esta situação não é a mais correcta porque sei perfeitamente que há pessoas muito interessadas em desviá--lo do Académico. O único interesse dessas pessoas é que o jogador não venha para Viseu".

Ainda assim, António Albino confirma que havia um acordo com o jogador para este poder sair caso recebesse uma proposta de um clube de escalão acima do ocupado pelo Académico.

"É verdade que acordámos isso com o Hélder, mas ele também não está a agir bem ao disponibilizar-se a qualquer clube. Sei que o Sporting da Covilhã, por exemplo, já anda a negociar com o Canas de Senhorim mas se querem o jogador têm de falar connosco também".

Apesar das divergências, Albino garante que "ninguém quer cortar as pernas ao Hélder" mas lembra que "o Académico tentará garantir as contra partidas a que tiver direito".
In "Diário de Viseu", Quarta-feira, 9 de Junho 2010

9 de maio de 2010

Parabéns S.L. Benfica

Benfica é campeão nacional
O Benfica é campeão nacional da época 2009/10, depois de esta noite no estádio da Luz ter vencido o Rio Ave por 2-1, conquistando o 32º título da sua história. Cinco anos depois, o título volta à Luz.